<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-6596138590224138403</atom:id><lastBuildDate>Tue, 22 Dec 2009 04:42:16 +0000</lastBuildDate><title>Armazém de Versos</title><description>NINGUÉM ME PERGAMINHO. TÔ REPLETO DO MUNDO, COMPLETAMENTE SOZINHO</description><link>http://armazemdeversos.blogspot.com/</link><managingEditor>gicante60@gmail.com (Armazém de Letras)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>9</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6596138590224138403.post-1464704024677267792</guid><pubDate>Tue, 08 Dec 2009 16:27:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-08T08:29:11.982-08:00</atom:updated><title></title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_BOcqcbcj2-I/Sx5-q7VHSnI/AAAAAAAAABw/10kXwuNN2fU/s1600-h/DSCI0584.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412903078091770482" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 236px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_BOcqcbcj2-I/Sx5-q7VHSnI/AAAAAAAAABw/10kXwuNN2fU/s320/DSCI0584.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6596138590224138403-1464704024677267792?l=armazemdeversos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://armazemdeversos.blogspot.com/2009/12/blog-post.html</link><author>gicante60@gmail.com (Armazém de Letras)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_BOcqcbcj2-I/Sx5-q7VHSnI/AAAAAAAAABw/10kXwuNN2fU/s72-c/DSCI0584.JPG' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6596138590224138403.post-5756309998293862833</guid><pubDate>Tue, 10 Mar 2009 16:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-03-10T09:54:13.620-07:00</atom:updated><title>Frida Kahlo</title><description>Calo&lt;br /&gt;não falo&lt;br /&gt;na cama voadora&lt;br /&gt;loucura&lt;br /&gt;so-Frida Kahlo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bi-cama&lt;br /&gt;esquadros&lt;br /&gt;de Adriana Calcanhoto&lt;br /&gt;as cores da janela&lt;br /&gt;de Frida Kahlo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;México de dores&lt;br /&gt;e o corpo mutilado&lt;br /&gt;como oferenda às flores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Espero alegre a saída e espero nunca voltar"&lt;br /&gt;- O epitáfio do silêncio para o escândalo&lt;br /&gt;   do surreal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6596138590224138403-5756309998293862833?l=armazemdeversos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://armazemdeversos.blogspot.com/2009/03/frida-kahlo.html</link><author>gicante60@gmail.com (Armazém de Letras)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>8</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6596138590224138403.post-728518473025779352</guid><pubDate>Mon, 12 Jan 2009 13:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-01-13T15:58:49.373-08:00</atom:updated><title>A Viúva do Vestido Vermelho</title><description>&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:smarttagtype name="PersonName" namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;object id="ieooui" classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D"&gt;&lt;/object&gt;&lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal  {mso-style-parent:"";  margin:0cm;  margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:12.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} h1  {mso-style-next:Normal;  margin:0cm;  margin-bottom:.0001pt;  text-align:center;  text-indent:35.4pt;  line-height:200%;  mso-pagination:widow-orphan;  page-break-after:avoid;  mso-outline-level:1;  font-size:20.0pt;  mso-bidi-font-size:12.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-font-kerning:0pt;} p.MsoFooter, li.MsoFooter, div.MsoFooter  {margin:0cm;  margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  tab-stops:center 220.95pt right 441.9pt;  font-size:12.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} p.MsoBodyTextIndent, li.MsoBodyTextIndent, div.MsoBodyTextIndent  {margin:0cm;  margin-bottom:.0001pt;  text-indent:35.4pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:12.0pt;  font-family:"Times New Roman"; 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Lurdinha rói as unhas, coça a cabeça. A TV lhe prende a atenção. Adora casos de violência, sexo, drogas, escândalos. Passa as mãos nos cabelos, ainda molhados, jogando-os para trás. Cabelos compridos, encaracolados e bem tratados.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.45pt"&gt;Pensa nas compras que tem de fazer na terça-feira e no salão de beleza. O marido ainda não chegou. Saíra à tarde para um partida de futebol. A cabeça de Lurdinha a mil, envolta em futilidades. A traição e a infidelidade têm ocupado boa parte de seus pensamentos. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.45pt"&gt;Casada com um político de poucos estudos, Lurdinha, 28 anos de saúde e tesão, vive de fomentar fofocas. Coleciona revistas e filmes pornográficos. O telefone toca. Lurdinha pula do sofá, puxando o minúsculo short de malha fria, metido confortavelmente, no traseiro; joga o chiclete da boca pela janela.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.45pt"&gt;Lurdinha atende ao telefone: “Nossa, é mesmo, Marli?... Por quê? Eles parecem que viviam tão bem... Home num presta mesmo, né?... Mas ela também dava motivos, tava muito na cara. Muita gente tá sabendo. Isso vai ser um escândalo, uma ver... &lt;i&gt;peraí&lt;/i&gt;, meu marido tá chegando, tchau”.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.45pt"&gt;Lurdinha bem que poderia gostar de poemas. Mas aí ela perderia aquele encanto, aquele mistério de mulher doida pra pular a cerca e fabricar o pecado na sua usina de prazer reprimido. Seus seios não saem de minhas mãos. Lurdinha há de morrer um dia em meus braços, se desmanchando em orgasmo. Logo eu, responsável pelo desencaminhamento de minha amiga? Não. Isso é muito pra minha cabeça de poeta. E se nós nos apaixonássemos? Um pouco da minha literatura morreria com esse amor, mesmo que o sustentássemos clandestinamente. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.45pt"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;“Agora, bem? Onde cê tava? Jogando bola ou tomando cervejinha por aí?”. O marido não responde. Passa direto para o banheiro. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.45pt"&gt;“Nossa, transei com aquela garota, sem camisinha. E agora? Será que vai ter problema? Amanhã ligo pra ela pra passar algumas coisas a limpo”. A cabeça de Ricardo fervilha. Uma hora no banheiro tentando esfriar a mente.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.45pt"&gt;Aquele telefonema de Marli mexeu com os arquivos de Lurdinha. Ela fica agoniada para chegar logo segunda-feira. Na terça, tem que ir às compras. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.45pt"&gt;Ricardo está no décimo sono. O quarto todo desarrumado: cuecas para um lado, meias para o outro. Uma cartela de lexotam, faltando alguns comprimidos, sobre o criado-mudo. O silêncio é quebrado pelo ronco alto de Ricardo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.45pt"&gt;“Acorda, seu porra. Agora cê vai me contar por onde andava. Pode acordar. Tava atrás de puta, né?”. Nada do marido despertar. Lurdinha o puxa para um lado e para o outro. O quarto cheira à dramaturgia &lt;i&gt;nelsonrodriguiana&lt;/i&gt;. Sobre o criado-mudo os óculos, um relógio, um envelope de tranqüilizante. Se esse criado resolvesse falar...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.45pt"&gt;“Diabo. Bem que Marli poderia me dar uns conselhos. Será que posso contar pra ela sobre meus planos?... Ah, ela também não é flor que se cheire. Até acho que tá de rolo com o mecânico dela, aquele negão cheirando à graxa e a solda elétrica... só pode ter um pau doce”.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.45pt"&gt;Lurdinha observa o marido dormindo meio atravessado na cama. Dentro do criado-mudo um revólver calibre 38, jamais usado, nem mesmo por esporte. No sono a morte seria mais suave? Uma arma de fogo, naquela altura da madrugada, bem que teria motivo justo para ser usada pela primeira vez. Lurdinha pega o revólver, toda trêmula. Excita-se com aquele cano longo. Um pau-de-fogo entre as coxas...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="TEXT-INDENT: 35.45pt"&gt;“Ai, que horror!”, espanta-se. “Cedinho a polícia estaria aqui. (´Cadê a arma? Foi atentado? Por onde o malandro entrou´?). Seria um escândalo. Eu na primeira página dos jornais. Só assim mesmo para ser destaque... Não, não...”.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.45pt"&gt;Quase meio-dia de segunda-feira. A empregada tenta descobrir os motivos que levaram Lurdinha a está ali no sofá, completamente nua, pernas abertas e a boca de apanhar lua, escancarada. Ricardo, que saíra cedinho, sequer tomou café. Deixou o filho na escola e dali mesmo, tentou, em vão, falar com a garota de programa.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.45pt"&gt;Enrolada numa toalha florida, Lurdinha senta-se na cama e disca para a amiga. Ninguém na ponta da linha. Marli teve que fazer uma viagem rápida, mas voltaria no dia seguinte, logo pela manhã. Decide sair pra rua. “Não vou almoçar &lt;?xml:namespace prefix = st1 /&gt;&lt;st1:personname productid="em casa. N￣o" st="on"&gt;em casa. Não&lt;/st1:personname&gt; sei que horas volto”, avisa à empregada, que tenta dizer alguma coisa, mas não consegue...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.45pt"&gt;Lurdinha vai ao salão de beleza e, em seguida, ao banco. Passos largos dão um ritmo provocante àquela mulher de um metro e oitenta de altura, metida num vestido de cetim vermelho e sustentada por um par de sapatos Luiz XV. Os clientes do banco esquecem da fila. Há uma unanimidade naqueles olhares masculinos cheios de poesia venenosa.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.45pt"&gt;Ricardo está em casa à espera da esposa. À tarde, não vai ao escritório político. Esquece, por algum momento, o caso com a garota de domingo e passa a bolar alguma estratégia para a sua reeleição à Assembléia Legislativa. Marteladas na mente: “será que ainda encontro aquela vadia? Por que ela fez isso comigo?”. Ricardo resiste em fazer exames. Receia ter contraído o vírus da Aids. Está disposto a não transar com sua esposa até que tudo esteja esclarecido para ele. Mas Lurdinha pode ficar mais desconfiada ainda. Que nada, ela quer mais é um pretexto para dar umas escapulidas sem que a sua consciência a condene.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.45pt"&gt;Cai a noite. Lurdinha já havia fumado duas carteiras de cigarros e entrava na terceira. Vai a uma locadora de vídeos. Vasculha, demoradamente, a seção de pornôs, sempre olhando para os lados, verificando se não tem alguém lhe observando. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.45pt"&gt;Lurdinha chega em casa. Ricardo está dormindo em frente à TV. Ela vai para o quarto, desfaz-se das roupas. Apóia a perna esquerda sobre o vaso sanitário e começa a tocar as cordas de seu violino desafinado. O espelho não lhe cabe. Ela some dentro da própria imagem refletida ao avesso. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.45pt"&gt;O telefone toca. “A vida é assim mesmo, minha filha. A gente não pode perder tempo. Fica velha e não aproveita nada. Mas vai com cuidado. Se o Rica descobre, cê fica com uma mão na frente e outra atrás. Acaba todo luxo, toda mordomia”, aconselha Marli.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.45pt"&gt;Supermercado lotado. Lurdinha está decidida. Mas com quem ela cometeria seu primeiro caso de infidelidade. Com um desconhecido? Um amigo do esposo? Com o seu médico ou dentista? Pensa no mecânico, no guarda-noite. Ainda aparece uma pontinha de receio, mas se excita com a possibilidade. Marli olha, incisivamente, para um dos açougueiros e já tem definida a sua próxima “vítima”.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.45pt"&gt;As duas começam a escolher frutas e legumes. Maçãs vermelhas, enormes, são acariciadas por Lurdinha. Seus seios deveriam ser como aquelas maçãs sendo mordidas. O pecado em suas mãos desenha a árvore da volúpia. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.45pt"&gt;“Aterrissa, mulher. Isso aí não tem vida, não”, interrompe Marli, com ares de deboche. Lurdinha ajeita o decote e reassume a direção do carrinho de compras.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.45pt"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;“Promoção relâmpago na padaria. Pão a cinco centavos...”, anuncia o sistema interno de som do supermercado. Lurdinha se assusta. Morde a cenoura e dá um grito.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.45pt"&gt;“Atenção, ouvintes, notícia extraordinária. O deputado Ricardo Freqüência acaba de ser acidentado. Seu veículo se chocou com uma carreta carregada de verduras, que transitava em alta velocidade pela avenida Teotônio Segurado. O parlamentar foi conduzido ao hospital em estado gravíssimo. Talvez não sobreviva. Mais detalhes do acidente no noticiário de meio-dia”.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.45pt"&gt;Em estado de choque, Lurdinha não sabe se ri ou chora. As duas deixam as compras no carrinho e vão pra casa. Marly a consola. Palavras de reconforto, de ânimo, carícias. Um tranqüilizante antes do banho morno. No banheiro, Marli tira a roupa de Lurdinha e a coloca debaixo do chuveiro. Risadas histéricas entremeadas com choro e soluços.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.45pt"&gt;Marly começa a ensaboar Lurdinha. “Tira a roupa também. Quero te ver nua. Cê tem celulite? Tem vergonha de mostrar o corpo. Olha o meu, ó, (pega nos seios e na bunda), tudo em cima”. Gargalhadas desesperadas. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.45pt"&gt;“O deputado morreu”, grita a empregada.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.45pt"&gt;Viúva, nova, com uma pensão gorda, Lurdinha se sentia culpada e, ao mesmo tempo, aliviada. Seus fantasmas habitavam, agora, Marli.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.45pt"&gt;“VOTOS DE PESAR VG MINHAS CONDOLÊNCIAS PT”.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.45pt"&gt;Antônio Confidente, 1º suplente de deputado.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.45pt"&gt;“Vote em mim, tenho um passado limpo”, grita do palanque a viúva do vestido vermelho, pedindo votos para vereadora, em dobradinha com Antônio Confidente. Vaias e aplausos. A poucos metros dali, num barracão improvisado, coberto com lona preta, cestas básicas são distribuídas. O serviço de alto-falante anuncia grande forró e show com dupla sertaneja, tentando segurar a “clientela”.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; LINE-HEIGHT: 200%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 200%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 200%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 200%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6596138590224138403-728518473025779352?l=armazemdeversos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://armazemdeversos.blogspot.com/2009/01/viva-do-vestido-vermelho.html</link><author>gicante60@gmail.com (Armazém de Letras)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6596138590224138403.post-1315986469093162076</guid><pubDate>Mon, 12 Jan 2009 13:40:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-01-12T05:42:21.858-08:00</atom:updated><title>Divagações</title><description>&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;Divagações&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Parece um castigo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;remendar os rascunhos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;dos gestos definitivos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;(Gilson Cavalante)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6596138590224138403-1315986469093162076?l=armazemdeversos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://armazemdeversos.blogspot.com/2009/01/divagaes.html</link><author>gicante60@gmail.com (Armazém de Letras)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6596138590224138403.post-756328636456344557</guid><pubDate>Mon, 12 Jan 2009 13:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-01-12T05:21:42.895-08:00</atom:updated><title></title><description>&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 153, 0);font-size:100%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:180%;" &gt;V I S G O&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Gilson Cavalcante&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Na clarividência&lt;br /&gt;das mangabas&lt;br /&gt;o visgo do vôo&lt;br /&gt;no vão da fala&lt;br /&gt;des/aba abismos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pássaro mitológico&lt;br /&gt;leva  no bico o passado&lt;br /&gt;na ordem dos invertebrados&lt;br /&gt;e o fígado de Prometeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo que cai é meu&lt;br /&gt;grito de batismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivo de aparar estrelas&lt;br /&gt;cadentes no cesto&lt;br /&gt;do ceticismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço das cordas&lt;br /&gt;o cadafalso do lirismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembranças:&lt;br /&gt;aviões e  navios de papel&lt;br /&gt;carretéis de linha&lt;br /&gt;lápis de cor sem pontas&lt;br /&gt;e uma borracha&lt;br /&gt;de apagar os borrões&lt;br /&gt;da alma dos jornais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Toda herança.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6596138590224138403-756328636456344557?l=armazemdeversos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://armazemdeversos.blogspot.com/2009/01/v-i-s-g-o-gilson-cavalcante-na.html</link><author>gicante60@gmail.com (Armazém de Letras)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6596138590224138403.post-867007643056974648</guid><pubDate>Mon, 12 Jan 2009 12:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-01-18T04:11:38.781-08:00</atom:updated><title>Centelha</title><description>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_BOcqcbcj2-I/SWs_BmfRAwI/AAAAAAAAAAo/R2veudaugWU/s1600-h/Abstrato_4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290391484020884226" style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; WIDTH: 209px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 166px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_BOcqcbcj2-I/SWs_BmfRAwI/AAAAAAAAAAo/R2veudaugWU/s320/Abstrato_4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,0)"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Sem teto&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;sem nada&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;contudo centelha&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;na/morada nova.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Gilson Cavalcante&lt;/span&gt;)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6596138590224138403-867007643056974648?l=armazemdeversos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://armazemdeversos.blogspot.com/2009/01/centelha.html</link><author>gicante60@gmail.com (Armazém de Letras)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_BOcqcbcj2-I/SWs_BmfRAwI/AAAAAAAAAAo/R2veudaugWU/s72-c/Abstrato_4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6596138590224138403.post-5982243175679257009</guid><pubDate>Wed, 01 Oct 2008 13:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-10-01T06:21:06.184-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Sou o que desconheço&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Gilson Cavalcante&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Sou o que desconheço.&lt;br /&gt;Desde cedo, muito cedo&lt;br /&gt;inventei de vestir os avessos&lt;br /&gt;dos caminhos e suas bifurcações.&lt;br /&gt;Sou o que desconheço, sim.&lt;br /&gt;É que o avesso me vestiu a alma muito cedo.&lt;br /&gt;Ando rasgando endereços, fugindo dos laços.&lt;br /&gt;Mal amanheço.&lt;br /&gt;Sou, sim, repito, o que desconheço,&lt;br /&gt;o avesso do espelho nos olhos teus.&lt;br /&gt;Por isso, me esclareço nas noites de insônia,&lt;br /&gt;quando me entrego completamente&lt;br /&gt;sem os adereços da hipocrisia.&lt;br /&gt;E tem mais:&lt;br /&gt;podem me achar louco,&lt;br /&gt;lúdico, varrido.&lt;br /&gt;Mas são nessas circunstâncias&lt;br /&gt;que amo as pessoas, os bichos,&lt;br /&gt;a natureza. Nunca me dou por vencido.&lt;br /&gt;O resto que me sobra&lt;br /&gt;é asfixia e sombra.&lt;br /&gt;Deixem-me partir, estou atrasado.&lt;br /&gt;Levo para o futuro&lt;br /&gt;a fisionomia macia dos parafusos&lt;br /&gt;vou apertar meu outro lado.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6596138590224138403-5982243175679257009?l=armazemdeversos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://armazemdeversos.blogspot.com/2008/10/sou-o-que-desconheo-gilson-cavalcante.html</link><author>gicante60@gmail.com (Armazém de Letras)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6596138590224138403.post-611768393939926159</guid><pubDate>Wed, 01 Oct 2008 13:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-10-01T06:18:15.573-07:00</atom:updated><title>SOLILÓQUIO</title><description>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;SOLILÓQUIO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Gilson Cavalcante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ser só&lt;br /&gt;sabe em si&lt;br /&gt;o silêncio&lt;br /&gt;de repartir&lt;br /&gt;o dom da dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida divida é dádiva&lt;br /&gt;e a dívida é dúvida&lt;br /&gt;que não se compartilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou a sorte jogada&lt;br /&gt;pelas ruas e becos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou a arte desfigurada&lt;br /&gt;pela inscrição nos muros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu interior há ainda pecados capitais a saldar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou ainda a parte alada&lt;br /&gt;da poesia concreta,&lt;br /&gt;a boca-de-lobo&lt;br /&gt;à espreita dos ratos&lt;br /&gt;e dejetos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a solidão&lt;br /&gt;das madrugas frias&lt;br /&gt;vigiada pelo galos,&lt;br /&gt;o conteúdo exagerado&lt;br /&gt;das lembranças esquecidas&lt;br /&gt;sobre o jirau de aparar estrelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De ser tão só&lt;br /&gt;aprendi a criar asas&lt;br /&gt;pra assustar meus fantasmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora posso dormir&lt;br /&gt;em minha companhia.&lt;br /&gt;Só os sinos me estendem&lt;br /&gt;a alma além das esferas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6596138590224138403-611768393939926159?l=armazemdeversos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://armazemdeversos.blogspot.com/2008/10/solilquio.html</link><author>gicante60@gmail.com (Armazém de Letras)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6596138590224138403.post-8292749661005281474</guid><pubDate>Wed, 01 Oct 2008 13:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-10-01T06:13:22.298-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>outono</category><title></title><description>&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Diálogo com o anjo &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;da retaguarda&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Gilson Cavalcante&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Um anjo me soprou no ouvido&lt;br /&gt;que as coisas líquidas são&lt;br /&gt;mais fáceis de serem engolidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só me esqueceu de dizer&lt;br /&gt;como lidar com a ausência&lt;br /&gt;e o seu calendário pontiagudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que o hálito das manhãs&lt;br /&gt;me enlouquece e esqueço&lt;br /&gt;que sou feito de osso, sangue&lt;br /&gt;e gemido. E grito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo anjo ventilou&lt;br /&gt;suas asas em meus olhos&lt;br /&gt;e me tangeu para a vertigem dos abismos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quis ele que eu fosse palhaço&lt;br /&gt;e roubou meu sorriso&lt;br /&gt;e me vestiu de andrajos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vago, vago por aí&lt;br /&gt;à procura de trapézios&lt;br /&gt;e do conteúdo das coisas adiadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A árvore da volúpia&lt;br /&gt;me despiu dos pecados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou a solidão do que esclareço&lt;br /&gt;e nego. O que mais querem de mim&lt;br /&gt;senão a ferrugem do punhal&lt;br /&gt;na jugular do poeta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero uns olhos&lt;br /&gt;emprestados pra chorar.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6596138590224138403-8292749661005281474?l=armazemdeversos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://armazemdeversos.blogspot.com/2008/10/dilogo-com-o-anjo-da-retaguarda-gilson.html</link><author>gicante60@gmail.com (Armazém de Letras)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item></channel></rss>